30 anos de …And Out Come the Wolves: o clássico absoluto do Rancid


Com hinos como “Ruby Soho”, “Time Bomb” e “Roots Radicals”, o clássico disco do Rancid marcou gerações e segue sendo referência até hoje



No dia 22 de agosto de 1995, o Rancid lançou aquele que se tornaria um dos álbuns mais marcantes da cena punk dos anos 90: …And Out Come the Wolves. Hoje, três décadas depois, esse disco continua sendo referência e inspiração para gerações de fãs e bandas ao redor do mundo.

Lançado pelo selo Epitaph Records e produzido por Jerry Finn, o álbum foi o terceiro da carreira da banda e chegou em um momento decisivo para o punk rock. O Rancid já havia conquistado notoriedade com Let’s Go (1994), mas o sucesso explosivo de bandas como Green Day (Dookie) e The Offspring (Smash) no mesmo período abriu espaço para que o grupo de Tim Armstrong e companhia fosse disputado por grandes gravadoras.

Apesar da pressão, o Rancid manteve-se fiel às suas raízes no underground e entregou um disco repleto de energia, riffs marcantes e letras que retratam o cotidiano urbano e as lutas da juventude. Canções como “Ruby Soho”, “Time Bomb” e “Roots Radicals” não só se tornaram hinos da cena punk e ska-punk, como também levaram o nome da banda a um público muito mais amplo.

O título do álbum, retirado de um poema de Jim Carroll em The Basketball Diaries, reflete perfeitamente a atmosfera da época: uma corrida feroz por atenção e sobrevivência em meio ao ressurgimento do punk nos anos 90. Já a capa do disco é uma homenagem ao Minor Threat, inspirada na icônica foto de Alec MacKaye ajoelhado nos degraus do Wilson Center, em Washington, utilizada no EP de estreia da banda.

Celebrar os 30 anos de …And Out Come the Wolves é revisitar não apenas a história do Rancid, mas também um capítulo essencial da música alternativa. Mais do que um simples disco, ele é um marco cultural que ajudou a solidificar o punk como movimento, mostrando que, mesmo dentro da indústria, ainda era possível manter a autenticidade e a rebeldia.